Gagueira Adquirida

por Simon Wajntraub

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A gagueira pode ser assimilada pela convivência com parentes, amigos e colegas gagos

Gagueira Adquirida

A cada dia me convenço mais de que a gagueira pode ser assimilada pela convivência com parentes, amigos e colegas gagos.

Vou relatar alguns casos recentes de pacientes gagos que compareceram no meu consultório buscando a cura para a gagueira.

Uma paciente era tão gaga, que chegava a dar socos na mesa quando gaguejava. Dei uma bronca enorme nela por essa atitude ridícula para evitar a gagueira, assustando as pessoas, que funcionou algumas vezes, mas depois ela ficou com esse cacoete horroroso e a gagueira permaneceu, é claro. Ela comentou que possui três filhos, e nenhum assimilou o seu problema na fala, porque, aos três anos, ela informou a todos que a Mamãe era doente e que não a imitassem, todos já estavam na adolescência e sem gagueira adquirida.

É muito comum os gagos inventarem cacoetes como esse para impulsionarem a fala, que, com o decorrer do tempo, tornam-se tiques nervosos, e o gago acaba ficando com esses dois problemas.

Outra paciente, do Pará, comentou que os seus dois filhos não ficaram gagos porque ela evitava o tempo todo de falar com eles na infância, passando os recados através do esposo para os filhos.

Um e-mail chocante que recebi recentemente foi de uma família de irmãos gagos, que disseram ter adquirido a gagueira porque o Pai maluco ficava em casa imitando um vizinho que era muito gago, e nenhum dos filhos apresentava gagueira antes do pai começar a imitar o vizinho.

Às vezes, os portadores de gagueira adquirida ficam perplexos porque, entre vários irmãos, só eles assimilam a gagueira de um parente próximo – pai, mãe, tios, avós. Pode ser porque ele tenha uma afinidade muito grande com esse parente, ou porque carregue, por hereditariedade, fatores semelhantes àqueles que causaram a gagueira no parente.

Uma experiência que faço com os pacientes que apresentam gagueira é inibir totalmente a audição deles, e, com isso, eles falam normalmente. Deste modo, derrubo todas estes teorias ridículas que insistem que a origem do problema é orgânica, e ficam perturbando o paciente com exercícios primários, com rolhas, chupetas, línguas de sogra, técnicas de respiração, massagens, relaxamento, excesso de exercícios orofaciais (boca, lábios, língua, etc.).

Ao lado, vocês podem assistir a um vídeo cômico, de uma Fonoaudióloga representante do Conselho de Fonoaudiologia, tentando me contestar no programa do Jô, e dando um vexame enorme, ensinando estas técnicas ridículas e ultrapassadas.

Lembro-me também de história ridícula de uma Psicóloga do Nordeste que era muito gaga, e ela recordava que, quando ela tinha uns cinco anos de idade, a mãe fazia questão de que ela fosse à casa do avô, que também era gago, para mostrar para ele que a neta apresentava o mesmo problema na fala que o vovô, e, com isso, ele ficaria honrado com a semelhança.

Muita gente que assistiu ao filme O Discurso do Rei, que ganhou o Oscar em 2011, ficou emocionada com a semelhança de história do Fonoaudiólogo Revolucionário da época, na Inglaterra, que tratou do Rei.

Você, que apresenta gagueira adquirida muito acentuada, e vai ter um filho, tem duas opções: ou realiza o tratamento para evitar a assimilação da gagueira pela criança, ou escolhe uma das fórmulas acima para não passar a gagueira para o seu futuro filho.

Quem já passou a gagueira para os filhos, não tem mais como voltar: só realizando o tratamento dos dois, pais e filhos.

Consultas e Atendimentos sobre Gagueira

O Fonoaudiólogo Simon Wajntraub é a maior referência do Brasil em cura da gagueira.

As consultas podem ser marcadas por telefone – não há a necessidade de se dirigir ao local de atendimento para marcá-las – e podem ser realizadas, pessoalmente, nas cidades de São Paulo, Brasília, Campinas ou Rio de Janeiro (em Copacabana ou na Barra da Tijuca), ou pela Internet. Todos os atendimentos devem ser marcados com antecedência.