Disfemia

por Simon Wajntraub

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Origens e Tratamento da Disfemia

Disfemia

Disfemia é o mais comum distúrbio da fluência da fala. Popularmente chamado de gagueira, atinge cerca de cem milhões de pessoas no Planeta, sendo mais de 2 milhões só no Brasil.

Denominações Comuns

A disfemia também é conhecida pelos nomes disfemismo, disfluência, balbuciência, gaguez, tardiloquência, tartamudez. O indivíduo que sofre de disfemia é chamado de disfêmico, gago, disfluente, tartamudo, tardíloquo, balbo.

Sintomas da Disfemia

Entre os sintomas mais comuns da disfemia estão a repetição silábica, os prolongamentos não naturais de fonemas e os bloqueios da fala, especialmente da a primeira sílaba, no instante em que a fluência da fala precisa ser iniciada.

Disfemia na Infância

Quase cinco por cento das crianças com até quatro anos de idade apresentam momentos de disfemia, geralmente transitória, podendo durar alguns meses, decorrendo de vários fatores atuantes no desenvolvimento da fala, entre os quais está a maturação lenta de suas redes neurais relativas ao processamento da linguagem, resultando em uma habilidade limitada para articular palavras e formar frases.

O fluxo de pensamentos rápidos em conflito com a imaturidade relativa do sistema fonoarticulatório da criança causa uma dificuldade de produção de um ritmo regular para sua fala. Por isso o termo “disfluência”.

A disfluência também pode se agravar quando a criança fica ansiosa, doente, cansada, bem como quando tenta dominar muitas palavras novas.

Como mencionado, na infância, a disfemia é transitória. Somente 20% das crianças disfêmicas precisarão de tratamento especializado.

O percentual de casos em que a disfemia persiste por mais tempo, podem estar ligados a um histórico de disfluência familiar ou a alguma predisposição genética.

Origem Genética da Disfemia?

Uma pesquisa norte-americana do National Institute on Deafness and Other Communication Disorders (NIDCD), de fevereiro de 2010, publicada sob o título de “Mutations in the Lysosomal Enzyme – Targeting Pathway and Persistent Stuttering” no The New England Journal of Medicine, uma das mais respeitadas revistas de ciências médicas do Planeta, identificou três genes ligados à origem da disfemia: o GNPTAB, o GNPTG e o NAGPA. Em pessoas gagas, esse estudo descobriu mutações com poder de modificar as funções normais de células do cérebro situadas no núcleo de controle da fala.

O aparecimento de sintomas adicionais (como, por exemplo, contrair os olhos, fazer caretas ou bater o pé) pode estar relacionada com a gagueira crônica.

Quando a criança adquire a consciência do distúrbio e compreende sua fala pode ser tratada como destoante dos padrões normais, ela acaba adotando atitudes de evasão, preferindo manter-se em silêncio e evitando interações verbais É nessa fase que se torna imprescindível o tratamento especializado, a fim de evitar que as crianças disfêmicas se retraiam e minem sua autoestima. Os pais e os professores devem ficar atentos ao bullying.

Tratamento Precoce para a Disfemia

Estudos mais modernos em neuroimagem apontam que, se a disfemia passa dos cinco anos de idade, ela poderá estar ligada a alterações funcionais e anatômicas do cérebro. Dados publicados pela revista científica Brain, no artigo intitulado “Neural Network Connectivity Differences in Children who Stutter” constatam que, a partir dos três anos de idade, já é detectável na criança com disfemia diferenças de conectividade em suas redes neurais que podem contribuir no prognóstico da evolução e da cronificação do problema.

Avaliação precoces e tratamento são decisivos para que a criança possa desde cedo compensar eventuais deficiências, antes mesmo do aparecimento de diversas complicações secundárias. Por isso se recomenda que todas as crianças com sintomas de disfemia sejam avaliadas por um fonoaudiólogo com experiência o mais cedo possível.

Embora o fonoaudiólogo seja o clínico responsável por atender a maioria dos pacientes com gagueira, nem todo fonoaudiólogo é capacitado para tanto. Além disso, em alguns casos a terapia fonoaudiológica pode não ser suficiente para o atendimento adequado das necessidades do paciente com gagueira, sendo preciso adotar formas adicionais de suporte.

Consultas e Atendimentos sobre Gagueira

O Fonoaudiólogo Simon Wajntraub é a maior referência do Brasil em cura da gagueira.

As consultas podem ser marcadas por telefone – não há a necessidade de se dirigir ao local de atendimento para marcá-las – e podem ser realizadas, pessoalmente, nas cidades de São Paulo, Brasília, Campinas ou Rio de Janeiro (em Copacabana ou na Barra da Tijuca), ou pela Internet. Todos os atendimentos devem ser marcados com antecedência.